Relatório Peixes Esquecidos da Amazônia
Como a extraordinária diversidade de peixes de água doce é essencial para as pessoas, os rios e as florestas
O que significa ser esquecido?
Os peixes da Amazônia não são esquecidos pelos Povos Indígenas e pelas comunidades ribeirinhas que vivem às margens desses rios há gerações e dependem deles. Como nos lembra a líder indígena Fany Kuiru, nas visões de mundo indígenas “nenhum ser da natureza jamais é esquecido.”
No entanto, esses peixes têm sido frequentemente negligenciados nas políticas, nos investimentos e nas prioridades de conservação que determinam seu futuro.
Para enfrentar essas questões, 54 autores de 43 instituições colaboraram na criação do relatório Peixes Esquecidos da Amazônia. Reunindo diferentes vozes e conhecimentos especializados, o relatório converge em torno de uma mensagem comum:
Tornar impossível ignorar aqueles que foram esquecidos.
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Peixes em perigo
Apesar de sua importância, os peixes amazônicos enfrentam pressões crescentes e cumulativas causadas por barragens, desmatamento, poluição, sobrepesca, espécies invasoras e mudanças climáticas.
Declínio da biodiversidade
Em todo o mundo, a biodiversidade de água doce está diminuindo mais rapidamente do que a biodiversidade de qualquer outro ecossistema.
Precisamos agir agora
Em apenas algumas décadas, as populações da fauna de água doce diminuíram, em média, 85%.
A saúde da bacia amazônica depende da cooperação transfronteiriça.
Um plano de recuperação
Também há esperança: sabemos o que fazer. O destino dos peixes amazônicos depende da nossa capacidade de compreender a bacia como um sistema interconectado e em fluxo constante.
O Plano Emergencial de Recuperação, desenvolvido por 25 autores de 14 organizações, destaca a crise global da biodiversidade de água doce e apresenta seis ações prioritárias para orientar políticas destinadas a reverter a perda de biodiversidade.
- Permitir que os rios fluam de forma mais natural
- Proteger e restaurar a conectividade
- Acabar com as práticas não sustentáveis
- Proteger habitats e espécies essenciais
- Prevenir invasões biológicas
- Melhorar a qualidade da água
Em todas as seis ações, três princípios são essenciais: pensar na escala da bacia, colocar os Povos Indígenas e as comunidades locais no centro e conectar a ciência e os conhecimentos às políticas e aos investimentos.